sábado, 25 de abril de 2026

“EU SOU LEX LUTHOR”: Alex Karp, CEO da Palantir, arranca o véu do Vale do Silício e expõe a ideologia technofacista das big techs.


 

“EU SOU LEX LUTHOR”: Alex Karp, CEO da Palantir, arranca o véu do Vale do Silício e expõe a ideologia tecnofacista das Big Techs

A Palantir lançou um manifesto com 22 itens, que poderia muito bem ser o discurso de um supervilão dos quadrinhos. Se Alex Karp tivesse subido em um palco e arrancado uma máscara do rosto e dito “Eu sou Lex Luthor”, tudo faria mais sentido do que parece. A proposta de abandono da ética em nome da segurança e da defesa do modo de vida americana é um escárnio. A propagação de uma ideia de superioridade cultural e o uso da tecnologia para matar pessoas indesejadas são revoltantes. Tudo parece servir ao propósito de uma inteligência maléfica que se vende como a única alternativa possível. Talvez os nazistas também dissessem ser inevitável a sua passagem pelo mundo, alegando que eram uma força que precisava assumir controle em nome da segurança. Porém, Hitler e seus exércitos foram destruídos, assim como tantos outros que se consideraram invencíveis.

A arrogância que a Palantir propõe através de seus representantes torna imprescindível uma reação contrária à naturalização da força e do controle como única alternativa para a política futura. Ela não só é uma imposição ideológica, mas a descrença e a ausência de esperança na capacidade de organização autônoma das pessoas. Naturalizar a opressão é o desejo de todo opressor, não dando à vítima a alternativa de vislumbrar algo fora daquele contexto. E há rotas de fuga, ou refúgios inexplorados através da criatividade humana, que são contrários a essa fusão inevitável entre empresa de tecnologia e governo estatal, algo que tentam nos empurrar goela abaixo sob a alegação fajuta da necessidade de combater guerras fabricadas que justifiquem a renúncia das liberdades sociais constituídas ao longo do século XX.

Se o futuro é sombrio, talvez. Mas só se nós deixarmos de nos iluminar com as luzes da razão e nos privarmos de pensar em alternativas melhores à dominação opressiva da tecnologia, que controla o Estado e usurpa a soberania popular reescrevendo as cartas constitucionais. Assim, a tecnocracia fascista é um destino inevitável somente àqueles que não pensarem em uma alternativa humanista.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Vira-latas sim! Cachorro não!

 


“I’m not a dog no” já cantou Falcão em sua música de mesmo nome. Os brasileiros podem até ter uma síndrome de viralatismos em alguns momentos, como disse Nelson Rodrigues, por se acharem inferiores em relação aos países mais desenvolvidos, mas nem por isso líderes de outros países podem nos tratar como cães.

A subserviência proposta por Trump ao Brasil, com o seu tarifaço, é inadmissível. O Brasil é um país Soberano. Mas o que diabos isso quer dizer? Vou tentar te explicar o que é soberania em uma linguagem simples e coloquial aqui no meu blog.

Curiosamente esse foi um dos temas da minha tese de doutorado e passei quatro anos pesquisando sobre esse assunto. Por isso, me considero qualificado para falar sobre esse tema, mais do que outros.

Soberania está relacionada ao poder. Um poder que vem do povo, segundo as origens constitucionais dos Estados nacionais como o nosso. Agamben, contudo, na sua obra Homo Sacer, que trata sobre o tema, procurou analisar as origens obscuras desse poder. Simplificando bastante a questão, ele fala na soberania como uma relação de poder de uma pessoa sobre outra. Por essa perspetiva, em sua origem a soberania é uma forma de dominação de alguém sobre a vida do outro. Então, se do ponto de vista constitucional e tradicional um povo é soberano e pode definir através de suas leis a maneira como irá viver, para Giorgio Agamben, soberano é aquele que decide sobre o estado de exceção, suspendendo a lei para exercer um controle absoluto sobre a vida. Nesse sentido, o soberano exerce o poder e é a sua personificação, enquanto que o outro na relação é só uma mera vida destituída de poder. Sendo assim, o poder soberano acontece internamente nos Estados, não havendo dentro deles outro poder maior sobre a vida das pessoas. Como vivemos em um regime jurídico esse poder do Estado matar a sua população é velado e não explicito. A lei é o véu que impede o exercício do poder autoritário.

No caso, o Estado brasileiro é soberano em relação aos brasileiros, pois, mesmo não podendo matar, pode privar os cidadãos do seus país de liberdade pelo descumprimento das leis demonstrando assim ser a autoridade máxima sobre a sua população. Já no cenário internacional, isso significa que as autoridades de outros países não podem interferir na vida da população de outro país, já que isso viola a sua soberania. Ou seja, o poder de um Estado de controlar a vida das pessoas mediante as leis, ou através da suspensão delas no estado de exceção. Deu para entender, ou ainda está confuso?

No caso do Trump, ele poderia nos matar? Se resolvesse jogar uma bomba aqui até poderia. Mas na prática não. Ele não tem autoridade para interferir na vida dos brasileiros. Já que ele não é o soberano do povo brasileiro. Mas com a sua taxação ele pode pretender nos fazem mal. Se ele está começando uma guerra comercial, não é contra o Brasil, ou contra o presidente do país. Ele quer mandar na justiça do nosso país, o que seria o mesmo que dizer que ele quer mandar nos brasileiros e isso não dá para aceitar. Pois o aumento das tarifas é uma chantagem para que a justiça do país obedeça a vontade dele e suspenda as lei e não as aplique criando uma espécie de estado de exceção. Cabe a nós brasileiros, resistirmos de todas as formas possíveis, seja através do governo eleito, individual ou coletivamente. Então, qualquer político ou apoiador que defenda seu algoz é uma ameaça direta a sua própria sobrevivência. As super tarifas não se tratam só de comprar ou vender barato ou caro, são vidas que estão sendo ameaçadas e que serão perdidas pelos conflitos e desemprego que a ausência de comércio justo pode desencadear.

 

 

Por isso nada mais justo que um vampetaço na cara do tirano que quer nos sobretaxar. Se o Brasil não tem bomba atômica para jogar, a gente tem humor e isso eles não podem nos tirar, então infernizar o Laranjão é o que ele merece. Que a Casa Branca sinta o cutuco e que nosso boicote aos produtos do tio Sam seja proporcional e que eles respeitem as regras da reciprocidade, desqualificando assim o candidato a imperador do Brasil que se apresenta, e a todos os seus desvairados apoiadores insensatos. Podemos até ser vira-latas, sim! Mas cachorros não!

Espero que com as minhas palavras tenha ajudado você a entender melhor o momento atual que vivemos.

 

 
Imagem de @crisvector


NOTA: Se estiverem interessados em um pensamento mais elaborado e aprofundado cheio de referências, leiam a minha tese. Um dia talvez eu publique e reescreva ela em formato de livro, mas por enquanto isso ainda não foi possível. No momento é preciso se contentar com as opções disponíveis, do contrário seria obrigado a perpetuar o silêncio que já se prolonga por muito tempo.

REFERÊNCIAhttps://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/12519/Luiz%20Felipe%20Hallmann%20Piccoli_PROTEGIDO.pdf?sequence=1&isAllowed=y




sexta-feira, 11 de junho de 2021

Quem é o Cidadão de Bem?

Quem é o cidadão de bem?

Não podemos esquecer que os “cidadãos de bem” da Roma Antiga apreciavam ver os cristãos sendo massacrados na arena do Coliseu. Não podem esquecer que os “cidadãos de bem” da cristandade, na época da Inquisição, se deleitavam assistindo aos hereges sendo queimados na fogueira. Não podemos esquecer que os “cidadãos de bem” da Alemanha aceitaram o nazismo.

O bem do “cidadão de bem” não define o que ele é, mas o que pretende ou gostaria de ser. O cidadão que se considera “de bem” o faz em oposição ao bandido, ao criminoso ao que considera indigno de viver. O “cidadão de bem” se define pela negação da bondade e pela negação da humanidade do outro. Mas então, que “bem” é esse, se ele defende a morte do outro? 

O cidadão de bem é um dispositivo de exclusão social.





Para saber mais leia o artigo:

<https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/cidadaos-de-bem-os-modernos-hipocritas-fariseus/>

sexta-feira, 28 de maio de 2021

sobre Começar sem Estar Pronto


Sobre começar sem estar pronto. Sobre Começar Sem Estar Pronto. sobre Começar sem Estar Pronto.


Nunca estamos prontos para começar a fazer algo novo. Mas é preciso, digamos, "se aprontar" para começar, ou começar mesmo sem estar pronto. Não podemos esperar estar com a voz, a aparência, a roupa perfeitas para gravar um vídeo. Algo estará inevitavelmente imperfeito. Não podemos saber todos os passos da dança antes de entrar na pista.

Há áreas em que a prática é o maior ensinamento, por isso a importância de iniciarmos, mesmo nos  sentindo despreparados para a tarefa ou o desafio, pois é começando que iremos aprender, assim como acontece ao andar de bicicleta. Com o tempo iremos nos preparando para confrontar o idealizado começo, no qual criamos a expectativa de que já deveríamos saber algo que nunca praticamos.

Inversão dos valores: É preciso começar para estar pronto!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O silêncio que não quer mais calar

Aceitando a provocação do colega Miguel Ângelo Flach  lançada em seu artigo de opinião publicado na plataforma GaúchaZH em 22/10/2017 e rompendo com o silêncio faço uso da palavra.

Para os que ainda não perceberam, em Maio de 2016 foi dado um golpe. Hoje apenas vivemos as consequência da perda de direitos, liberdade e autonomia em nome da segurança.

Assim como Leandro Karnal, “eu seria muito feliz se pudesse acreditar que a culpa é só de um partido ou de um governo.” A corrupção é um probelma social.

Lembram do final do filme Tropa de Elite 2? Capitão Nascimento falou que o verdadeiro inimigo é outro, ele está no sistema. No controle do Sistema. Mas enquanto não acabarmos com "a corrupção nossa de cada dia", vamos continuar elegendo corruptos e repetindo a história desse país. Se pensamos que o país não tem solução, é porque não acreditamos que nós tenhamos solução. Não acreditamos que somos capazes de nos unir pra resolver os problema do país ou mesmo que os problemas sejam nossos. Eles faz parte da politica. Pois saiba, meu chapa, nós somos a politica."Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente" de acordo com a Constituição." (Art. 1º, Parágrafo único da CF/88)

O Brasil precisa assumir seu passado, exercer a sua responsabilidade e amadurecer. Para que de "País do Futuro" não se transforme em país sem futuro. Não será entrando num retrocesso sem fim que iremos sair dessa crise. Se não nos unirmos as ações do capital internacional seguirão atuando para desmantelar nossa autonomia e acabando com as instituições que nos protegem e que foram construídas ao longo de uma longa luta histórica.

Quero pegar meu poder político de volta. 
Fora Golpistas!

Antes de mais nada: Fora Golpistas!


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Lula: humano, demasiadamente humano.


Tenho, intencionalmente, me omitido a falar publicamente sobre a política nacional ao longo dos últimos dois anos. Mas resolvi que é hora de interromper meu silêncio e me inserir no debate que toma conta do Brasil.

O depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro tem causado amplas reações no país. O ex-presidente sofre visivelmente uma perseguição da mídia que busca culpabilizá-lo antes da decisão final da justiça.

Lula não é anjo nem demônio. Por mais que a elite branca procure fazer todo esforço possível para desmoraliza-lo, não se pode condenar o ex-presidente antes da hora. Nem tão pouco endeusa-lo, como fazem os petistas. Ele é ser um humano e como qualquer cidadão deve possuir amplo direito a defesa das acusações que tem sofrido.

Alguns de seus feitos sociais inegavelmente foram gloriosos, mas a maneira com que eles foram “construídos” é condenável.

Sem sombra de dúvidas Lula é culpado de alguma coisa. Mas de que? Talvez o seu maior crime seja a incompetência. Se Lula não tem culpa dos crimes cometidos durante seus governos, ele é culpável por se aliar a um grupo de criminosos que o cercava. 

Se ele sabia dos crimes que aconteciam em seu governo ele é cúmplice, se ele não sabia é um ignorante


E o governante máximo do país não pode ser nem uma coisa nem outra, nem conivente, nem incapaz de perceber as atrocidades que acontecem durante seu governo.

Lula se apresenta como um pré-candidato para as próximas eleições. Mas mesmo que Lula não se torne inelegível, ele não merece ser eleito porque durante seu governo inúmeros atos de corrupção, já comprovados pela justiça, foram praticados por seus aliados.

A tendência natural é que aqueles destituídos do poder tendem a querer se vingar daqueles que o perseguiram. E o ex-presidente se reeleito fosse dificilmente fugiria dessa tendência. Um novo governo do PT, portanto, seria um desastre e se tornaria uma caça-as-bruxas. Sem sombra de dúvidas a esquerda não possui uma alternativa viável. Por isso se esforça em depositar suas esperanças em um político que não merece mais credibilidade.

Mas a verdadeira condenação ou absolvição será feita no seu devido tempo, nas urnas em 2018, elas darão o veredito.


O texto acima manifesta a opinião de um proletário branco esclarecido.

“EU SOU LEX LUTHOR”: Alex Karp, CEO da Palantir, arranca o véu do Vale do Silício e expõe a ideologia technofacista das big techs.

  “EU SOU LEX LUTHOR”: Alex Karp, CEO da Palantir, arranca o véu do Vale do Silício e expõe a ideologia tecnofacista das Big Techs A Palan...